Pensando Juntos

A Pauta do Amanhã

Antever cenários, identificar oportunidades, e apontar caminhos inovadores para gerar qualidade de vida, é a nossa missão

Arthur Schopenhauer (1788-1860), em sua obra “Como vencer um debate sem precisar ter razão” destila esse saber. A base é passar, desapercebida, ou de qualquer forma possível, uma premissa falsa e sobre ela construir todo o raciocínio. Aliás construir raciocínios sobre premissas falsas tem sido constante aqui em nossa terra “tupiniquim”. Porém, mais grave do que um simples jogo de palavras em território acadêmico, são as consequências dessa estratégia para as “vítimas”.  Muitas vezes os “parlapatões” também não vivem os seus sonhos, empobrecem, e terminam a vida como miseráveis, alguns na cadeia, pois preferiram nunca trabalhar.

O grande inimigo mortal é a ignorância, pois ela arrasta para a miséria, além da intelectual, a material.

Hoje em nome de Deus, essa ignorância está fazendo história.

O Estado Islâmico é o protagonista mundial da barbárie, alegando agir em nome de Deus. (A premissa falsa).

Ainda, em nome de Deus impedir o filho jogar vídeo game, assistir TV, ou ainda a filha de fazer sexo antes do casamento, podem também ser a premissa falsa. Impedir pensar, em nome de Deus, é barbárie.

Se pais não são capazes de explicar e filhos de entender, a diferença entre amor e sexo, use a premissa:…”o bicho papão vai pegar”…, mesmo que eles já tenham 18 anos.

Guerrear em nome de Deus é barbárie. Aliás agir de qualquer forma, pedindo dinheiro, logo em seguida, em nome de Deus, é ação apoiada na premissa falsa.

Até, pelo simples e singelo “amor ao debate”, Deus não precisaria que ninguém agisse  em nome dele.

Assista o vídeo abaixo. Um show espetacular de “premissa falsa”.

Como, falando  verdades, terminar construindo uma grande mentira. Mohammed Ali é o “máximo”, como lutador e comediante!

12 mar 2016 - jornalista@paulosergiorosa.com